Ninguem merece esperar o ano todo para chegar o carnaval e ficar doente. Bem, foi isso que aconteceu comigo. Eu sou uma foliã de carteirinha e todo o ano eu bato o ponto nas ladeiras de Olinda e no Recife Antigo. Esse ano foi o carnaval mais diferente de toda a minha vida. Eu simplesmente assisti aos outros having fun (deu vontade de escrever em inglês) e fiquei sem fazer nada. Mas o que eu podia fazer, estava com uma gripe do além. Eu é que não ia sair por aí na chuva, porque esse carnaval só o que teve foi chuva. Não posso dizer que não aproveitei, ainda consegui brincar no sábado ( em que marquei presença no Galo, mas para não voltar nunca mais ) e no domingo. Eu tinha comprado umas perucas lindas para usar, mas nem deu.
Ano que vem eu vou tentar aproveitar mais, se bem que eu nem estou mais tão ligada ao carnaval. Eu fui criada numa família em que desde janeiro já se começa a procurar fantasias, então seria comum se eu amasse carnaval. Acho que isso comprova minha teoria que sou a ovelha negra da família. Eu vou para o carnaval, mas eu não suporto quando começa multidão. Quando chegar dezembro de novo eu começo a queimar meus neurônios para decidir minha fantasia. Talvez eu até use a de chapeuzinho vermelho desse ano.
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